Coisas que só um homemader vai entender.

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O barulho da mini retificadora lixando os cubos de madeira. As manchas de tinta na roupa. Momentos de diversão com os amigos resultantes de um trabalho manual.
A produção de jogos homemade tem várias facetas, mas hoje eu quero falar da recompensa e da liberdade de ter um jogo feito por você. Sim, você que decidiu tentar fazer seu primeiro jogo, ou até você, que tem preconceito pelo homemader e acha que ele vai falir sua empresa favorita, ou que ele lesa o criador vão, se continuarem lendo este texto, entender uma das maiores satisfações de alguém que decidiu fazer um jogo de tabuleiro do seu jeito.
A satisfação de ter as coisas do seu jeito, feitas por você.


O Homemader não é um inimigo



Terapia, satisfação e diversão.

Uma das atividades que muito boardgamers, especialmente aqueles dedicados a wargames e jogos de miniaturas em geral se dedicam, é à pintura de miniaturas. As miniaturas vêm monocromáticas e muitas vezes elas ficam muito melhores pintadas.
A sensação é a mesma, mas potencializada diversas vezes, porque você fez simplesmente tudo! A sensação das pessoas maravilhadas com o jogo que você mesmo fez, e você conseguindo demonstrar que realmente se importa com elas ao dar um pedaço da sua arte (você recortou, colou, pintou, fez caixa, cara, é arte), aliada a arte do criador de jogos e do ilustrador (ou até com alguma arte alterada, feita por você mesmo), faz da experiência de jogar algo único, muito mais pessoal e até mais recompensador do que jogar um jogo comprado.

A poderosa liberdade de jogar.

Boardgames não são baratos. Se o valor é justo ou não é totalmente irrelevante a questão discutida no momento (talvez eu expresse minha opinião a respeito, algum dia. Só talvez). O importante é pensarmos que não são baratos.
Por isto mesmo, tomamos diversos cuidados com os boardgames, cuidados que podem beirar a paranóia às vezes (o boardgamer que nunca reclamou da mão de salgadinho ou do copo na mesa que atire a primeira pedra). As editoras não fazem troca de componentes destruídos em acidentes de mesa e não vendem peças sobressalentes, ou seja, o cuidado é mais do que justificado.
Você lavou e secou as mãos antes de jogar?
 
Por outro lado, isto estraga a diversão. É equivalente a deixar uma criança ir ao parquinho com os amigos, mas não poder brincar direito por causa da roupa nova (de novo, quem nunca passou por isso, atire a primeira pedra).
Não duvido que o excesso de zelo pelo jogo já não tenha causado desconforto na sua mesa de amigos, por todos estes motivos que citamos aqui.
Quando o assunto é um jogo homemade, a coisa fica um pouco mais tranquila, pois as pessoas sentem menos a falta da peça, da carta, do que for.
Afinal, foram elas mesmas que fizeram, e isto torna o prejuízo menor.
Quando você mesmo montou o jogo, as crianças que amassam cartas, o amigo desleixado que pega com a mão suja nos componentes e todos estes inconvenientes se tornam, pelo menos, menos dramáticos, e você pode focar naquilo que realmente deseja quando faz ou compra um jogo de tabuleiro: se divertir.
Por estas e outras, eu digo que a arte do homemade deveria ser mais respeitada e o crédito aos criadores mais esmerados e criativos deveria ser dado.

O barulho da mini retificadora lixando os cubos de madeira. As manchas de tinta na roupa. Momentos de diversão com os amigos resultante...

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