As dificuldades de fazer um PNP e a estréia de nossa seção de dicas.

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Conversando com as pessoas com quem eu divido minha paixão por boardgames em geral e entendendo um pouco mais sobre este fascinante hobby, eu cheguei a conclusão de que, na maioria das vezes, fazer um PNP parece uma má ideia, especialmente para aquelas pessoas que não possuem grandes talentos artísticos.
Minha história com os PNPs e homemades em geral tem, acima de tudo, relação com superação e com fazer coisas que eu nunca fui capaz antes. Sempre fui uma negação em educação artística, além de canhoto (quem tenta fazer as coisas com a mão esquerda em um mundo onde tudo foi pensado para ser feito com a direita me entenderá) e por isso sempre tive dificuldades com recortes e similares.
Quer uma mãozinha com o recorte?



No começo, para vocês terem uma ideia, eu imprimia meu jogos e enchia a paciência para amigos e a minha namorada recortarem (agradeço ao meu querido amigo Peterson e a minha namorada Rayane por terem me aturado neste começo).
Acontece que, com o tempo, a prática e muitos jogos impressos uma segunda e uma terceira vez por um corte errado, eu consegui desenvolver o que pode ser considerar uma técnica regular.
Esta história é para contar algo que nem todo mundo deve saber: PNPs bonitos são muito mais uma questão de persistência do que de talento, e quanto mais você produzir e jogar, melhor você vai ficar.


Uma pequena ajuda dos amigos.

Indubitavelmente, eu devo o começo de talento que possuo ao pessoal do Homemades BR, o grupo de facebook onde dei meus primeiros passos a respeito de duas coisas importantes para o nascimento deste blog: a sensação fantástica de fazer jogos (que me levou ao prazer posterior de criá-los também) e a importância da comunidade.
Quem lê o blog desde o começo sabe que eu pretendo transformá-lo, assim que eu sentir que devo, um esquema de patronagem, onde eu vou abrir a possibilidade de recebermos doações pelos jogos e dicas referentes ao mundo do PNP. Isto é profundamente relacionado ao poder de confiar na comunidade, de permitir que as pessoas que gostam do seu trabalho de colaborarem com ele de alguma maneira.
Eu vejo isso constantemente neste grupo. Pessoas de cidades diferentes, que nunca se viram na vida, se ajudam com traduções, arquivos de jogos e às vezes mesmo mandando PNPs que eles compraram originais (eu recebi cartas de Takenoko e tivemos outros casos de jogos sendo enviados entre pessoas, fora o amigo secreto).
Por isso mesmo, e como uma forma de manter o círculo de auxílio, decidi que vou fazer posts aqui, usando meus jogos como exemplo, de algumas técnicas para montar seus PNPs, para que todos possam fazer suas criações em casa e se divertir com a família e com os amigos!
Como não tem melhor hora para começar do que agora, vamos falar um pouco sobre os materiais que você vai precisar para começar.
 
Porque a arte não precisa de validações, só de público.

Como começar nos PNPs?

Antes de falarmos sobre os jogos e as técnicas, vamos dar uma pequena lista de materiais, que eu considero fundamentais para quem quer começar nos PNPs:

Um bom começo estas coisas são, jovem padawan do PNP



Impressora: Independente do tipo é muito interessante ter a impressora própria, embora pagar para imprimir seja aceitável no princípio.


Papéis: Os papéis são interessantíssimos e aqui eu vou recomendar os que eu uso para minhas criações, já que existem diversas possibilidades dentro desta lista:


·         Sulfite: eu uso para manuais, somente.


·         Vergê 180g: Gosto dele especialmente para cartas e para as impressões a serem coladas no papel Paraná, que falaremos mais adiante. Para cartas, ele é excelente quando colado frente e verso, dando uma firmeza e durabilidade muito boa.


·         Papel Paraná: excelente para tabuleiro, tiles e qualquer outro componente que precise ser mais resistente, é ruim de cortar e não dobra, mas é um dos nossos melhores amigos, até pela questão custo benefício.


·         Tesoura, régua e estilete: A tesoura é bem, secundária nos meus projetos, preferindo muito mais o corte de estilete. A régua tem de ser aço, não desperdice dinheiro em outras, pois quando você for cortar papéis mais duros, como o Paraná, não adianta, vai acabar cortando a régua junto.



Sei que post ficou enorme, e para evitar essas coisas, vou tentar postar mais vezes na semana.  Bem, é isso aí. Até a próxima pessoal!




 

Conversando com as pessoas com quem eu divido minha paixão por boardgames em geral e entendendo um pouco mais sobre este fascinante hob...

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