Vai ter palavrão pra c@#¨&*& hoje! (não leia se você for sensível a impropérbios)

Não... não perdi a cabeça e nem estou com dificuldade de digitação (sim eu tenho, mas não é tanta assim... rs) eu não vou falar palavrão algum.
Mas a Dercy vai, e vai pra p%¨&.
Este ícone da nossa televisão, verdadeira musa de gerações mais antigas, mas conhecida das gerações mais atuais por sua língua ferina de quem estava pouco se f*&%¨%, Dercy Gonçalves é homenageada com todo o carinho por Eric Tex e Romulo Marques no Fala Dercy.

Eita joguinho bom do C@¨&)(*



Fizemos uma entrevista fantástica com estes dois desbocados de m%$#@ e tiramos deles o segredo para jogos tão divertidos: basta fazer de coração.

OBS: Para você, ser apressadinho de m%$#@, que não vai ler a entrevista porque achou que tá grande, baixa pelo menos a p¨%$#@ do jogo dos caras aqui 




    De onde veio a ideia de criar este jogo? Como surgiu o nome?



Romulo: Cara, um dia a gente estava se xingando no chat do Facebook e começamos a xingar separando as sílabas. Então vimos que nossos palavrões em português têm várias sílabas em comum e que podia ter um jogo ali. O nome foi rolando com o tempo, o primeiro foi "Boca Suja", mas fizemos uns testes com amigos e o nome não agradava muito. Nesse mesmo dia, entre uma cerveja e outra, surgiu o nome "Fala, Dercy!" e curtimos a coisa da homenagem.
Eric: Teve um terceiro nome, "C* na mão!" Mas achamos que seria muito tosco e "Fala Dercy!" foi perfeito, pois as pessoas lembram dela com clareza e só de ouvir o nome do jogo, já entendem a proposta.
  Por que vocês decidiram criar jogos analógicos? Quais as referências de vocês ?
Romulo: Eu jogava muito RPG e coisas assim. Há uns 8 anos eu descobri esse troço de jogo de tabuleiro e virou cachaça. Acho que jogo de tabuleiro é que nem funk carioca: a turma que consome também faz. Muita gente que conheço de jogo de tabuleiro "tem uma ideia". É referência de jogo que você pergunta? Eu curto várias paradas, mas o mais bacana é estudar game design. Tem uma pá de livro bacana por aí que é importante de ler e refletir quando você cisma em fazer jogo de tabuleiro. De jogos de tabuleiro eu curto, no geral, euros leves a médios e busco mecânicas simples com alto nível de integração entre os componentes.

Eric: Nós jogávamos RPG no mesmo grupo de amigos mas, para mim, o RPG perdeu toda a graça e passei anos sem jogar nada que não fosse vídeo-game.
Mas a evolução dos vídeo-games não me cativou. Hoje você não liga mais o vídeo-game pra jogar 30 minutos e distrair a cabeça, os jogos são complicados, exigem centenas de horas para se chegar a um objetivo, tem muita história, animações, configurações que demoram mais tempo pra arrumar do que zerar Mário no Nintendo! E o pior de tudo, é que a maioria são para se jogar sozinho. Não se junta mais uma galera para fazer campeonato de King of Fighters 98 em casa. Se joga on-line e muitas vezes as pessoas moram próximas umas das outras, mas preferem jogar cada uma em sua casa.
Depois que o Romulo veio com esse negócio de jogo de tabuleiro, o nosso grupo de RPG até achou interessante, mas não se empolgaram. Só eu que achei tudo fantástico. A oportunidade de voltar a juntar 5 pessoas em volta de uma mesa, e jogar um jogo diferente de cada vez, e poder incluir família, esposa e pessoas que não jogam com frequência e conhecer gente nova me deixou muito interessado.
Hoje é essa cachaça aí, como bem disse o Romulo. 
 
Vocês entraram em contato com a família da Dercy? Eles já sabem da homenagem?
Romulo: Putz, cara. Não =( Acho que é uma dívida nossa mesmo. Até por que eles têm todo o direito de pedir para que não usemos o nome e a imagem da Dercy. Além disso, é inegável que boa parte do buzz que o jogo gerou é graças ao carisma que emprestamos dela. 
Eric: Eu até tentei buscar um contato com a filha dela, mas não consegui nada. Mas se pedirem para remover, faremos sem nenhum problema. Pois mesmo tento a intenção de fazer uma homenagem, entendemos que pode não ser confortável para a família.



Cópia de Marcos Riego, do Homemades Br.

   Porque PNP?
Romulo: PNP é um caminho rápido entre o jogo e o público, né? Para o tipo de componente, um punhado de cartas pequenas, e o tema de palavrão, foi menos espinhoso colocar logo para o público do que buscar financiamento (coletivo ou próprio) ou um publisher. O jogo ser PNP hoje não significa que nunca existirá uma versão comercial, a gente está sempre colhendo feedback e medindo a aceitação. Fato é que se um dia houver uma versão comercial dele não se chamará Fala, Dercy!
Eric: E o Fala Dercy!  é um jogo que só faz sentido dentro do Brasil. Acho que investir em criação de jogos com intenções comerciais, mas sem a possibilidade de levar para o exterior é difícil e provavelmente não dará lucro. Se esse jogo fosse comercial, seria um jogo bem simples e barato mesmo.
Vocês têm outros projetos em mente? O que podem adiantar?
Romulo: Nós somos da Stronda, um grupo de game designers cariocas que se reúne para criar coisas novas há mais de 5 anos. Desse grupo já saiu o Palmares, que hoje é finalista do concurso internacional Boulogne-Billancourt, o Ovo do Camaleão, vencedor do Ludópolis desse ano, o Gekido (que assino junto com o Fel Barros) e mesmo o Warzoo tem uns dedos nossos. Atualmente temos vários jogos em processo de desenvolvimento para enviar para concursos e buscar publicação, mas o índio da frente é o "Die die, Die!", que assino com o Carlos Couto (do E aí, tem jogo?) e o Eric está usando seus super poderes de "prototipador" das galáxias para viabilizar a impressão.
Eric: Eu tenho vontade de bolar um jogo em homenagem ao Carlos Zéfiro, que foi um cartunista erótico durante a ditadura militar. Mas também será no esquema PnP. 
Alguma sugestão para quem está pensando em começar a montar jogos, ou para quem já os está fazendo?
Romulo: Cara, pra fazer jogo tem de jogar, e muito. Tem que experimentar, ler muito, conhecer muito jogo e entender, afinal, o que é o diacho de um jogo. No mais, tem que ser tão divertido de fazer quanto é de jogar. Eu sempre recomendo coisas simples como ter um grupo fixo, data e hora para se dedicar 100% a isso. Tem que ter disciplina para anotar as partidas, medir tempo, número de rodadas, estatísticas dos jogos e usar esses dados para perseguir a experiência que se desenhou. É um processo bonito, mas não acontece do dia para noite e não adianta ter pressa.  
Eric: Como o Romulo disse, todo mundo que joga tabuleiro, tem uma ideia de jogo. Eu também tenho outras ideias de jogos. PnP e comerciais, mas não é simplesmente pensar em regras e componentes, rabiscar tudo numa folha de papel e lançar!. Tem que avaliar o mercado, manufatura, preço final, componentes, material do jogo, distribuição, etc...
Fazer jogo é um processo criativo acima de tudo. E um dos pontos mais importantes é saber até onde você deve aceitar as opiniões do publico. Jogador de tabuleiro é que nem torcedor de futebol, tem sempre uma ideia melhor que o técnico do time.
Sinceramente, como uma pessoa que cresceu vendo esta senhora falando verdadeiras barbaridades na TV, o saudosismo e a lembrança dão um sabor a mais a este jogo, e eu acho que sinceramente, se estivesse viva e visse esse jogo , Dercy Gonçalves falaria...
Isto está uma M&$#@! Vão tomar no c% seus p¨&%.
 
 
 

Não... não perdi a cabeça e nem estou com dificuldade de digitação (sim eu tenho, mas não é tanta assim... rs) eu não vou falar palavrão alg...

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