Organizando um playtest e planos futuros para o projeto

Já deu uma festa em que você sabe o que vai acontecer? O playtest é quase isso. Confira.
Lar é aonde você testa seus jogos




A sensação de organizar um playtest é similar àquelas situações em que você tem de tocar em frente aos parentes, com a sensação de que seus pais vão achar um profundo desperdício do dinheiro deles se você não conseguir entreter a todos na festa de natal. Afinal, eles compraram instrumento e pagaram professor... nada menos que a sua obrigação dar um motivo para que eles se gabem para os irmãos e os cunhados.

Quando eu comecei a pensar sobre o primeiro playtest aberto do Machina, esta foi a sensação. Felizmente ela sumiu, com uma pequena ajuda dos meus novos (e antigos) amigos.

Existem infinitas preocupações sobre isso, sendo uma delas o lugar. Bem, fui ao Pita’s para descobrir como seria o lugar onde escolhi fazer meu playtest, e encontrei uma loja onde me senti realmente confortável, sem aquele ar de "loja". Sério, parecia apenas mais uma casa de um amigo onde eu decidi ir jogar.



Muita daquela sensação de tocar para parentes sumiu, o que ficou no lugar é uma sensação de encontrar os amigos para uma "jam". Pode ser que alguém reclame que você tire uma nota fora e que algo saia errado, mas sinceramente, estarei entre amigos e esta sensação não tem preço. Como dizia a Amanda Palmer, uma das minhas musas nessa empreitada de dizer claramente “olá, estou fazendo o que considero uma arte, mas dependo de vocês para continuar”:
"Eu passei minha flor adiante e aceitei as rosquinhas".

dica de leitura.

O país do futuro dos boardgames

Quem me conhece mais de perto sabe que eu tive de me abster de coisas que gostava demais de fazer para poder dar a este projeto o tempo e a dedicação que eles precisam para realmente decolar. Por mais que me pareça ser pouco tempo efetivamente trabalhando nele, percebi que o fato de pensar constantemente em como melhorá-lo está me dando à chance de construir algo que, talvez, seja um pouco maior do que só o meu projeto.

A ideia da arte é deixar uma marca que viva mais do que você.


Como assim? O que você quer dizer com isso?

Calma, eu explico.
Uma das coisas mais fascinantes sobre escrever este blog é o quanto eu tenho de evoluir constantemente pra escrevê-lo. Comprei ferramentas novas para meus PNPs por causa do blog, e estou para testar algumas técnicas para recorte de papel Paraná. Mais responsabilidade ainda agora que eu decidi começar a postar tutoriais (o primeiro foi um tremendo sucesso. Valeu galera!).

Entre as coisas que percebi é que, da mesma forma que o Fel comentou na entrevista dele, o PNP está engatinhando no mercado brasileiro, e visto ainda com uma série de ressalvas por questões relacionadas que eu, sinceramente,nem vou tratar aqui.

Se o board game em si ainda é algo embrionário, o PNP então, que ainda envolve a dificuldade adicional de montar o jogo antes de jogar, é ainda menos desenvolvido. Depois de alguma pesquisa e de perceber o quanto a criação de um jogo comercial pode ser estressante e destrutiva na vida de uma pessoa que está começando, encontrei na produção independente de PNPs o equilíbrio entre a independência, a falta de pressão quanto aos prazos e a possibilidade de sucesso no desenvolvimento e divulgação do produto final.

a questão não é quanto e sim colaborar, mostrar que se importa

Mais do que isso. Com o tempo, quero verificar se esta é uma forma viável de monetização de conteúdo. Sinceramente tenho a esperança de sim, e caso isto aconteça, pode ser um sinal para que futuros criadores se sintam a vontade para criar de forma parecida, coisa que eu já recomendo para qualquer um que fale comigo sobre isso.
Fazer algo diferente e inédito e ainda mostrar que ainda é possível confiar nas pessoas... Não importa o resultado, eu estou satisfeito de ter, ao menos, tentado.

Já deu uma festa em que você sabe o que vai acontecer? O playtest é quase isso. Confira. Lar é aonde você testa seus jogos

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