A cooperação é a chave



Que me perdoem os competitivos, mas a cooperação é fundamental.
Não, não estamos falando dos jogos e sim de produzir e desenvolver jogos.















Nesse assunto, admito, eu tinha uma ideia errada, causada por coisas tão pequenas que atualmente perderam seu sentido e por isso não serão citadas. Isso mudou recentemente, quando eu tive o prazer de conversar com o querido Encho Chagas, produtor de RPGs de Belo Horizonte, MG.

Além de ser uma pessoa de ideias muito fortes, ele sempre foi um mobilizador do que se acredita ser uma semente de um verdadeiro mercado indie de jogos analógicos. O conheci rapidamente, bem no começo da minha jornada em busca de me tornar um desenvolvedor de jogos de tabuleiro e hoje tenho o prazer de contá-lo entre um dos meus aliados na tarefa de levar o Teia de Jogos adiante.
Nação dos jogos, iniciativa de união de autores independentes











Em uma de nossas conversas, ele me alertou para um erro da minha postura, que poderia me prejudicar posteriormente: eu enxergava outros studios, produtoras e editoras que não concordavam com o meu ponto de vista sobre os jogos como adversários. Como um inimigo a ser destruído.

Hoje eu enxergo diferente, e isso me fez muito bem.

Enxergar adversários e concorrentes em todos os desenvolvedores nacionais e internacionais só vai fazer de você um paranoico maluco, que não vai conseguir produzir nada, pois toda a sua energia estará colocada em vigiar e atacar seus “oponentes”.
mais ou menos assim















Admito que cometi esta falha toda por falta de experiência, devido ao conceito de mercado no qual eu acreditava. Sempre fui condicionado a acreditar na concorrência selvagem, no “matar ou morrer”, e hoje vejo que, felizmente, existe lugar para todos no mercado de jogos analógicos, seja boardgames, rpgs, LARPS e qualquer outra coisa que a mente for capaz de criar.

Quando esse tipo de pensamento realmente invadiu a minha cabeça e plantou sua bandeira, percebi que isto tinha a ver um pouco com meu ego. Eu queria que todo mundo adorasse a minha "ideia revolucionária" de fazer jogos meio que por demanda em esquema que beira ao colaborativo, abrindo várias opções para outros desenvolvedores.  Eu já tinha a noção de que os textos e os jogos, que, na minha opinião são apenas duas formas de contar uma história, são totalmente inúteis quando quem lê ou joga não consegue se inserir, ou simplesmente não quer ler ou jogar o tipo de história que eu quero contar.

Eu não tinha percebido que um modelo de negócios é exatamente a mesma coisa. Uma história, uma proposta que eu estou fazendo para as pessoas, delas acreditarem em nós e nos dar dinheiro para que possamos dar a elas diversão que pode ser baixada e impressa em casa.

Por isso mesmo achei que era necessário escrever este texto. Usá-lo como uma grande bandeira branca para outros produtores de jogos, que desejem trocar informações e ajudar uns aos outros. Afinal de contas, a lenda de que alguém vai ganhar dinheiro com a sua “excelente ideia” é só mais uma armadilha do ego, fascinado com a habilidade de criação.


Que me perdoem os competitivos, mas a cooperação é fundamental. Não, não estamos falando dos jogos e sim de produzir e desenvolver jo...

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