Conto- A Brigada de São Marcos: os leões da montanha.



Esta é a nossa humilde estreia de contos sobre o Machina: Simulacro de Guerra, com o tema definido pelos Padrinhos! Esperamos que curtam!!

"Muitos dizem que fomos reunidos pelas nossas qualidades, mas só quem esteve na Brigada de São Marcos sabe a realidade: fomos reunidos por sermos descartáveis...

O leão de são Marcos, o escudo de armas dos guerreiros mais bravios de Cidade Alta!



Éramos um bando errático, chamado gentilmente de “vanguarda guerrilheira” para que os generais não fossem acusados de soltar os piores bandidos de Cidade Alta sobre nossos inimigos.
Todos deviam alguma coisa. Alguns eram escravos fugidos que não conseguiam se esconder na Cidade Baixa rápido o suficiente. Já outros eram simples bandidos, levados pela fome ou pelo desejo de dinheiro fácil a meios escusos de vida. Os mais perigosos eram os assassinos. Você sabia quando o sujeito deitado na pedra fria ao seu lado tinha o sangue de mais duas pessoas nas mãos. Os olhos ficam meio vidrados, a pessoa perdia a compaixão que nos fazia chorar nos ombros uns dos outros em momentos mais desesperadores, fosse pela fome ou pelo medo de morrer em mais uma emboscada dos Neogalicianos...


Nova Galícia, A Cidade-Nação de origem Britânica, queria uma faixa de litoral para que seus malditos cães do mar tivessem uma Toca. Como única atitude inteligente, o conselho de Cidade Alta decidiu invadir a faixa de litoral deles mais próxima de nossa fronteira, tomando Rainbow Cove, que nós rebatizamos como Porto dos Irlandeses, devido aos desertores Católicos da Irlanda, indispensáveis para a tomada e a manutenção do porto.
Exatamente por isso os Neogalicianos estavam tão irritados conosco: além de terem sido traídos pelos seus próprios companheiros, eles perderam seus melhores barcos, que foram enviados Para o Porto De Cidade Alta sem demora. Eles vinham, com suas grandes fileiras, armados até os dentes, tentando de todas as formas tomarem o Porto dos Irlandeses de volta.
Sinceramente, eu estava pouco me ligando para quem controlava o Porto. Eu queria terminar meu tempo entre os leões da montanha e voltar para minha casa. Para uma vida que provavelmente nem existia mais, graças aos teares semiautomáticos e todas as prensas a vapor...


O lema da Brigada de São Marcos, bordado em nosso peito e em nossas braçadeiras, debaixo do leão de São Marcos protegendo nossa cidade, encarapitada na montanha como um dragão moribundo, era “nada pode ser pior do que o demônio”. Os oficiais achavam que era uma demonstração de fé e coragem, condenando todos os covardes ao inferno por abandonarem nossa ainda tão jovem Cidade Nação.
A realidade era bem pior. Demônio era o segundo tenente responsável pelo treinamento de todas as brigadas de São Marcos.
O apelido vinha de seu cabelo espetado nos cantos, devido à calvície que o atingia, associado À forma quase desumana com que tratava todos os insolentes e tolos. Eu o vi dobrar um homem de mais de dois metros com o coldre de seu rifle, com tamanha selvageria e falta de amor à vida, tanto a sua quanto à dos outros, o que lhe rendeu tanto o posto quanto o apelido.
Sentia-me como se nunca tivesse abandonado a prisão, apenas troquei as minas de carvão pela guerra, e na mina eu estava menos propenso a tomar um tiro, embora nunca tenha pedido nada. Eu agradecia pela chance de ser parte desta massa de homens loucos e famintos, que se devorava em um estado de loucura constante, em busca de uma esperança tão vazia quanto os motivos da guerra!"


Estes trechos desencontrados são parte dos relatórios sobre a tão temida Brigada de São Marcos, que de tão temida atingiu ares míticos.Esperamos que achem estas informações instrutivas e esclarecedoras sobre o que realmente acontecia na vanguarda do exército de Cidade Alta.



Esta é a nossa humilde estreia de contos sobre o Machina: Simulacro de Guerra, com o tema definido pelos Padrinhos! Esperamos que curta...

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