Sobre estilo e criação


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Hoje eu me peguei pensando no futuro. Pensando na possibilidade de eu realmente seguir como profissional de edição e desenvolvimento de jogos de tabuleiro, fazendo uma ponte entre o que eu pensava há cerca de dois anos atrás, quando eu comecei e no que eu penso hoje.

Em um exercício que misturava um pouco de fantasia com esperança, eu me peguei pensando em como as pessoas falariam dos meus jogos. Será que eu serei conhecido como “o maluco dos PNPS” “o sujeito que pedia grana pra produzir” ou algo como “os jogos do Jordan são histórias de jogar de tanto lore e tema”?


Pela primeira vez em dois anos eu coloquei a minha criação de jogos em perspectiva e comecei a pensar se eu estaria alcançando algum “estilo”. Se em algum momento desta minha carreira os meus jogos teriam uma assinatura, assim como muitos que vieram antes de mim.

Percebi que a forma de criar jogos, as coisas nas quais eu penso logo que a primeira faísca de ideia aparece na minha mente, tem relação com uma série de coisas nas quais eu acredito em relação aos jogos, os motivos pelos quais eu comecei a desenvolver (se você já nos acompanha há algum tempo já está cansado de saber).

Depois disso percebi os tipos de mecânicas e dinâmicas que costumo usar. As razões de ter escolhido cada coisa e o quanto eu tinha muito menos controle sobre o resultado final no começo (O Machina foi uma criação totalmente descontrolada, ao passo que o Rampage está sendo pensado de forma muito mais analítica e com um foco muito mais próximo no que eu quero como produto final).

Todas estas questões, colocadas na perspectiva do tempo e das novas responsabilidades que eu vim assumindo no processo (pensar na cadeia de produção, venda e pós-venda do jogo faz com que a criação seja um ato muito mais consciente e muito mais de adaptação do que simples criação) me fizeram chegar a uma conclusão interessantíssima sobre a questão do estilo, e isto não apenas no game design, mas em tudo na vida.

O que chamamos de estilo é, na verdade, a soma das suas convicções e motivações para continuar fazendo a atividade em questão, somada com o seu repertório de referências (que precisa estar sempre crescendo e tendo o mínimo de limitações possíveis), que pode ser expresso com mais ou menos consciência e eficiência, dependendo do seu domínio na arte em questão, além da forma como você prefere criar.

Em suma, eu ainda tenho coisa demais para aprender!

Hoje eu me peguei pensando no futuro. Pensando na possibilidade de eu realmente seguir como profissional de edição e desenvolviment...

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